Médico lista 5 dicas imprescindíveis para evitar a disfunção erétil

Manter uma rotina de cuidados com a saúde física e mental ajuda a prevenir o problema

A disfunção erétil ou impotência sexual ocorre quando o homem tem dificuldades para sustentar uma ereção durante uma relação sexual. Para ser caracterizada como problema de saúde, a situação precisa ser recorrente e não apenas ocasional. Tratado como tabu na sociedade, o quadro atinge até 20% dos homens, tem motivações distintas e é passível de tratamento.

O problema é mais comum entre homens com mais de 50 anos e costuma estar relacionado a comorbidades, como pressão alta e diabetes. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia dão conta que 50% dos diabéticos possuem algum grau de disfunção erétil. O urologista Danilo Galante explica que tanto a pressão como o diabetes descontrolado deterioram a irrigação de sangue para o pênis.

Entre os homens com menos de 50 anos, os problemas psicológicos são a principal causa de disfunção erétil. O médico destaca que o estado emocional do paciente importa muito e que nem sempre é necessário um diagnóstico de transtorno para o problema aparecer. “Não estamos falando apenas de depressão e ansiedade, às vezes estar em um trabalho em que a situação é instável ou estressante é o suficiente para afetar o paciente”, explica Galante.

O urologista deu 5 dicas de hábitos que devem ser seguidos para evitar a disfunção erétil:

“Como algumas das condições que causam a disfunção erétil estão ligadas a doenças crônicas, é fundamental que o paciente faça exames regulares para descobrir como está sua saúde. É muito importante que esses exames sejam realizados anualmente”, aponta.

A pressão alta provoca danos no endotélio, uma camada fina de células que reveste a parte interna dos vasos sanguíneos. Nos pacientes que possuem pressão alta, os vasos são mais rígidos, o que dificulta a irrigação do pênis e prejudica a ereção. O médico destaca, entretanto, que não é difícil controlar a pressão.

“A pressão alta não é um grande problema se for tratada corretamente. Da mesma forma que a diabetes e outras doenças metabólicas”, detalha Galante.

“Um paciente que dorme mal, sedentário, obeso, tende a ter mais chances de apresentar disfunção erétil”, destaca Galante. O médico lembra que alimentação saudável, higiene do sono, controle do estresse e atividades físicas rotineiras .

“Depressão, ansiedade, níveis altos de estresse fazem com que os pacientes tenham mais chances de desenvolver disfunção erétil. Assim como as doenças crônicas, o paciente precisa de tratamento adequado nesses casos”, aponta o especialista.

“As relações sexuais ocorrem entre duas pessoas, por isso é importante o paciente cuidar do relacionamento. Metade do sexo só acontece por conta da outra pessoa”, afirma.