Mary Simon: a coragem dos indígenas "faz do Canadá uma nação mais forte"

Griselda Mutual, Silvonei José – Quebec – Vatican News

Foi às Primeiras Nações a quem o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, dirigiu o seu discurso no encontro do Papa com as Autoridades Civis, os Representantes das Nações Indígenas e o Corpo Diplomático do País. Palavras a eles de gratidão "por nos acolherem – disse - no seu território tradicional e de tratados". Ao Papa, o apreço pela "sincera vontade" demonstrada durante as mútuas conversações de "compreender, fazer o bem e reparar". Todos concordamos", disse o primeiro-ministro, "que o sistema de escolas residenciais tentou assimilar as crianças indígenas.

Pedido de perdão, um ponto de partida

Trudeau retomou palavras do Pontífice e sublinhou que "pedir perdão não é o fim da questão, é um ponto de partida, um primeiro passo". "A reconciliação é responsabilidade de todos nós", disse ele, afirmando que "os sobreviventes e os seus descendentes devem estar no centro de tudo o que fizermos juntos no futuro". Finalmente, exortou os canadenses e as instituições a "continuarem a trabalhar em conjunto com os povos indígenas para conseguir um futuro melhor para todos".

A coragem e a resiliência dos indígenas tornam a nação mais forte

As primeiras palavras de gratidão da governadora geral Mary May Simon, a primeira líder indígena a ocupar este cargo, foram também para as Primeiras Nações que ocupam o território "há milênios". Onde quer que você esteja no Canadá, disse ela, você está "em terra indígena" e é "importante reconhecer isso". Os povos indígenas continuam a mostrar ao mundo que "apesar dos desafios que possam enfrentar", irão fazê-lo "com dignidade e determinação". Foram eles "que trabalharam, esperaram e rezaram por um pedido de desculpas dentro das terras indígenas do Canadá". Os seus esforços, coragem e resiliência "fazem do Canadá uma nação mais forte".