Dia dos Pais: 6 histórias de negócios de sucesso em família

Misturar o ambiente profissional com a relação familiar pode ser complicado — mas estes franqueados mostram que é possível

Há dois anos, Misael Leal e a filha Karen Leal dividem as obrigações de uma unidade da  Minds Idiomas, em Teresina (PI). “Karen é recepcionista e me ajuda no setor financeiro, e eu sou o responsável administrativo. Por conta da nossa relação familiar, sempre deixamos as coisas do trabalho no ambiente de trabalho”, afirma o pai. Mesmo quando as atividades se misturam e eles comentam sobre negócios em casa, ele diz que é preciso ter respeito e maturidade para separar as coisas, principalmente para não deixar a vida pessoal afetar o desenvolvimento no trabalho e vice-versa.

E, como empreendedor e pai, ele diz que consegue enxergar uma confiança especial de que o trabalho será executado da melhor forma por estar ao lado de sua filha.

Foi com o filho mais novo Gabriel Carvalho que Rogério Guimarães encontrou uma oportunidade de negócio. Ele é franqueado da Casa do Construtor desde outubro de 2018 e hoje possui três unidades — em Paranaguá, Matinhos e Pontal do Paraná, todas no Paraná — que também tem a presença do filho mais velho Matheus Carvalho. “Empreender com os meus filhos, acima de tudo, me dá muito prazer, segurança e até mesmo as divergências são saudáveis para o desenvolvimento da empresa”, afirma Guimarães. 

O pai também conta que a relação de proximidade com os filhos permite incentivar o lado empreendedor de cada um, além de colaborar com a segurança e as estratégias de melhoria para o negócio da família. “A lealdade é um ponto muito forte em um negócio. Eu me sinto muito mais tranquilo em relação à cooperação pelo bem da equipe e das lojas, o que faz com que eu tenha tempo para me dedicar a outros pontos da empresa e eu não teria isso sem eles”. Para Gabriel, trabalhar com um pai que está disposto a ouvir diversas opiniões fortalece o negócio e a relação familiar. “A última palavra é do meu pai, mas ele sempre está aberto a conversar.”

Glauco Furlan, franqueado da Cebrac de Juazeiro do Norte (CE), diz que investir em educação mudou a sua vida. E a inspiração para isso é ninguém menos do que sua filha, Heloísa Furlan — que atua como gestora na empresa há pouco mais de um ano. “Ela sempre vivenciou a minha jornada desde o primeiro momento em que nasceu em mim o sonho de empreender, em meados de 2007”, diz o pai, complementando que a dupla se dá bem tanto no ambiente familiar como no trabalho. “Mantemos os papéis muito alinhados, de maneira que cada um cumpra as suas funções com muito profissionalismo e excelência, estabelecendo uma relação saudável e assertiva para que o sentimento familiar não atrapalhe a construção dos resultados, tampouco os objetivos a médio e longo prazo.”

A vantagem, ele relata, é poder sentir orgulho vendo a filha seguir o legado de empreender. “O comprometimento vai além do salário, está ligado ao desejo de fazer algo que contribua com a construção de uma história. Sabemos aproveitar nossos melhores tempos juntos, unindo nossos objetivos.”

Carlos Cavalcante e Gisele Cavalcante Leite estão prestes a inaugurar uma unidade da franquia de escolas Happy, em Santos (SP). “Trabalhar com a filha em um empreendimento de educação representa compartilhar o propósito de contribuir para a formação de crianças e adolescentes. É uma oportunidade de trazer para a prática parte do que acreditamos", diz o pai, que será diretor, enquanto a filha será gerente geral da unidade.

Segundo ele, é muito importante conhecer verdadeiramente a pessoa com quem se trabalha. "A confiança mútua é algo muito relevante e também uma oportunidade de aprendizado lado a lado. Um ponto importante é saber separar a relação do trabalho com a vida familiar ao adotar uma postura profissional e evitar misturar os assuntos", completa.

Franqueado há 15 anos da rede Divino Fogão, o empreendedor José Augusto Babini possui quatro lojas. São duas em Recife e uma em Guararapes, ambas em Pernambuco, e outra em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Para administrar as unidades, o empreendedor conta com a ajuda dos dois filhos, Djoey Vinicius e Djony Leandro, que cuidam de duas das lojas integralmente e contam com a supervisão do pai.

Para Babini, isso é extremamente gratificante. “Meus filhos vestem a camisa da marca e amam o que fazem. Tê-los comigo nesta jornada do empreendedorismo permite que estejamos mais próximos e também traz um frescor para os negócios, já que realizamos reuniões entre nós, em que damos ideias e sugestões para melhorias das operações. Os restaurantes são os negócios da minha família e fico feliz de ter o suporte dos dois nesta trajetória de sucesso. Quem sabe, no futuro, tenhamos o apoio dos meus netos também”, afirma.

A administradora Agnes Vatanabe sempre preferiu optar pelo franchising na sua jornada de empreendedorismo e possui cinco unidades da loja Imaginarium. Desde o ano passado, ela conta também com a ajuda do pai, Jorge Vatanabe. O empresário e contador estava se preparando para a aposentadoria quando a filha o convidou para se tornar sócio em uma de suas unidades.

"Ele tem uma experiência em finanças que eu não tenho. Me sinto privilegiada de poder trabalhar com ele e percebo que essa mudança deu resultados melhores para o negócio", conta ela. Além disso, o trabalho contribuiu para a melhora no relacionamento entre pai e filha: "Nossa relação melhorou muito. Nós dois ensinamos muito um para o outro."

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